Brasil. Por que Bolsonaro não cai? [Vídeo-Entrevista]

"Eles não escondem uma afinidade total com um projeto autoritário"

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Desde que o maior pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro foi protocolado na Câmara dos Deputados, no dia 21 de maio, já teve ameaça de ministro à estabilidade nacional, divulgação de reunião ministerial recheada de falas no mínimo polêmicas, operações da Polícia Federal contra opositores e aliados do governo e ameaça de golpe do filho do presidente. Isso tudo em meio a uma pandemia, sobre a qual o presidente pouco se pronuncia.

 Uma das autoras do pedido de afastamento, a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) fala sobre o que muda no cenário político.

Embora, no caso de Bolsonaro, «exista quase um cardápio de crimes de responsabilidade», o presidente «conta com o apoio da maior parte das Forças Armadas, de uma parte importante da elite, inclusive do capital financeiro, e agora tem buscado se aproximar dessa direita que existe no Congresso que se denomina centrão».

Para Natália, que é advogada, mestre em Direito Constitucional e militante feminista e dos direitos humanos, um dos aspectos mais graves da reunião ministerial de 22 de abril foi a ausência de um plano ou sequer de um debate sobre o enfrentamento ao coronavírus.

 «O mais indignante foi que essa reunião estava acontecendo no meio de uma pandemia, enquanto tinha gente morrendo, e ninguém ali se importou com isso», afirma. Por isso, continua, «uma das principais medidas sanitárias que a gente pode ter agora é a retirada desse governo».

 

* Advogada, mestre em Direito Constitucional e militante feminista e dos direitos humanos.

Fotoarte: “A pergunta da Natália”

 Vídeo:

 

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www.youtube.com/watch?v=x0ZfK5RXRfk

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