Brasil. «Populismo progressista» ou Luta de classes?

Esquerda precisa reavivar a luta de classes

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«O melhor caminho é mesmo apostar nessa gelatina discursiva ou, ao contrário, buscar uma articulação política e discursiva que parta de uma identificação mais nítida dos eixos centrais de dominação social e dos grupos afetados por eles?»

Luis Felipe Miguel

O «populismo» parece ser a aposta para uma esquerda que descrê da possibilidade de reavivar a luta de classes. Até Nancy Fraser empresta seu prestígio à tese do «populismo progressista» como alternativa possível ao neoliberalismo.

Laclau aponta que o populismo, um discurso político sempre acusado de ser vago e indeterminado, deve ser entendido como resposta a uma realidade social que é, ela própria, marcada por vagueza e indeterminação.

Sempre achei que esse veredito precisaria ser demonstrado. A realidade social é mesmo tão vaga, tão indeterminada? O que isso quer dizer?

Ou vaga e indeterminada é nossa análise, preguiçosa ou impotente diante de uma realidade complexa?

Mesmo deixando isso de lado, convém lembrar que o próprio Laclau não cansa de afirmar o caráter produtivo do discurso político – sua resposta à outra acusação constante contra o populismo, de que seria «mera retórica».

Nesse caso, o populismo seria reflexo ou produtor da vagueza e indeterminação da realidade social?

E, sendo assim, o melhor caminho é mesmo apostar nessa gelatina discursiva ou, ao contrário, buscar uma articulação política e discursiva que parta de uma identificação mais nítida dos eixos centrais de dominação social e dos grupos afetados por eles?

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