Publicado en: 24 abril, 2019

Brasil. O problema não é Olavo. Mourão sabe!

Por Fernando Brito e 247

A ala do governo ligada às Forças Armadas interpretou a publicação de um vídeo com críticas a militares como um recado do presidente para tentar moderar as movimentações de seu vice, general Hamilton Mourão

 

Hamílton Mourão atira onde pode e como pode

Fazer “graça” com a astrologia de Olavo de Carvalho seria uma saída pela tangente aceitável em outros casos, mas o caso é mais encima, agora, que Jair Bolsonaro mandou endossar nas suas redes sociais o vídeo em que, embora sem ter o nome citado, Mourão é ridicularizado pelo guru do clã presidencial, Olavo e pelo guri Carlos.

É evidente que o “Mito” está esticando a corda com seu vice.

Não por um embate ideológico, apenas político, pois afastadas as grosserias e as carolices de Olavo, o fundo ideológico é o mesmo: conservador e entreguista, embora o do guru seja mais comparável ao “golden shower” norte-americano.

Ocorre que Olavo a ferramenta ideal para enfrentar a linha de “alternativa viável” da qual Mourão – não se sabe se só ou com quanto apoio da “ala militar” do governo – resolveu vestir-se.

Moro e Guedes, os outros “comandantes de destacamento” do governismo, ambos fugiram a este confronto, certamente não sem alguma repugnância ao papel de bajuladores do “bruxo”.

Mourão, desafiado, topou e, agora, é nome maldito para a base social do bolsonarismo.

Por isso disse que atira onde pode e como pode. Não pode atirar em Bolsonaro e não tem como disparar calibre maior que ironias ou escafeder-se em um “não vou discutir com este sujeito”.

Só pode fugir ao combate e esperar que o chefe se desgaste.

E isso lhe custa, caro: custa o papel de “durão” que construiu em toda a carreira.

No blog Tijolaço

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Ataques a Mourão geram crise militar no Planalto  

A situação política brasileira, em franca deterioração, ganhou nos últimos dias um ingrediente explosivo: uma crise militar no seio do governo Bolsonaro.

 A ala do governo ligada às Forças Armadas interpretou a publicação de um vídeo com críticas a militares como um recado do presidente para tentar moderar as movimentações de seu vice, general Hamilton Mourão

 A situação política brasileira, em franca deterioração, ganhou nos últimos dias um ingrediente explosivo: uma crise militar no seio do governo Bolsonaro. A ala do governo ligada às Forças Armadas interpretou a publicação de um vídeo com críticas a militares como um recado do presidente para tentar moderar as movimentações de seu vice, general Hamilton Mourão.

O vídeo divulgado no canal oficial do presidente no YouTube com ataques de Olavo de Carvalho aos militares provocou desconforto. Bolsonaro foi obrigado pelos militares a criticar nesta segunda-feira (22), pela primeira vez as declarações do seu guru e ideólogo.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, apesar do recuo do presidente, os militares mantêm sua avaliação sobre a tentativa de Bolsonaro de atingir Mourão.

Enquanto isso, generais que despacham no Planalto adotam a estratégia de se manterem próximos do presidente e se diferenciarem de Mourão.

Segundo a Folha de S.Paulo, Mourão disse acreditar que Bolsonaro não sabia do conteúdo do vídeo, mas os generais estão convencidos de que o presidente autorizou a postagem comandada por seu filho Carlos.

Na avaliação de um importante integrante da ativa das Forças Armadas, o episódio do final de semana foi o mais sério desgaste desde que as rusgas entre a ala ideológica do entorno presidencial tomaram corpo contra os militares, diz o jornal Folha de S.Paulo

247

https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/391101/Ataques-a-Mourão-geram-crise-militar-no-Planalto.htm

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