Brasil. O Ministro da Justiça (sic) do Cunha ou Serraglio do Cunha

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O Conversa Afiada não se cansa de apresentar ao amigo navegante as irrespondíveis reportagens do André Barrocal na Carta Capital.

Na edição da sexta, 24/3, Barrocal leva ao fogo o assim chamado Ministro da Justiça (sic) do Eduardo Cunha.

Barrocal traz, ponto por ponto, a ligação do Serraglio com a corrupção instalada no Ministério da Agricultura, já também alvo de denúncia da destemida Katia Abreu, devidamente censurada pela Globo.

Barrocal descreve as ligações de Serraglio com Daniel Gonçalves Filho, já em cana, a quem se referia como » grande chefe».

Deputado pelo Paraná, mostra Barrocal, Serraglio interveio para salvar frigorífico paranaense capturado na safadeza da «carne fraca».

A patifaria era devidamente compartilhada – mostra Barrocal – pela JBS, do Joesley e da Fátima Bernardes, e a BRF do Abilio Diniz, que, como se sabe, sumiu!

Barrocal não poupa o assim chamado delegado Maurício Moscardi Grillo – o Marcelo Auler o conhece bem – e seu chefe (?), o Leandro Daiello, coroado Marechal da Polícia Federal pelo zé da Justiça e mantido pelos golpistas que derrubaram o Governo zé: uma pleiade de jênios.

Barrocal mostra como a Operação Carne Fraca foi «uma trapalhada» e, por isso,  Daiello tomou um… no Palácio do Planalto e será breve demitido.

Ato que o zé não ousou cometer, quando a PF aecista se tornou a sede da sedição.

O sucessor do trapalhão Daiello será escolhido pelo Serraglio, «cheio de elos suspeitos com quadrilheiros pegos pela Carne Fraca», observou o implacável Barrocal.

Viva o Brasil!

PHA

Quem é o novo Ministro da Justiça (sic)? Mais, muito mais que um simples fã de Cunha…

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Serraglio é mais do Cunha que do MT

Ao escolher Osmar Serraglio como seu novo Ministro da Justiça (sic), o MT * deixa claro que, finalmente, Eduardo Cunha tem um lugar no «ministério de notáveis» que o Presidente (sic), logo após o Golpe, prometeu montar.

Afinal, Serraglio disse, em abril do ano passado, que Cunha não era um vilão. Mas um herói! «Eduardo Cunha exerceu um papel fundamental para aprovarmos o impeachment da presidente. Merece ser anistiado», disse o novo Ministro da Justiça.

Serraglio sempre foi, aliás, um admirador do modo como Cunha controlava a Câmara dos Deputados. Admirava a extensão de seu poder, sua mão de ferro.

Vale lembrar que, em 2016, enquanto presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, ele indicou dois fortes aliados de Cunha para a relatoria de seu processo de cassação.

A repercussão dessa tentativa de construir um «acordão» foi tão grande que ele bateu à porta da… Globo.

À época, conseguiu até um direito de resposta no jn, para (tentar) explicar as manobras em benefício de seu ídolo.

E chorou quando Cunha foi preso, dizendo que aquilo representava a «queda da República».

Um escárnio!

Mas não é só isso.

Em 2014, a Justiça Federal do Mato Grosso enviou ao STF um processo que investigava o envolvimento de Serraglio em um esquema de invasão de terras indígenas e arrecadação de R$ 30 mil para relatar projeto que dificultaria ao máximo a demarcação dessas terras.

Serraglio é, inclusive, diretor jurídico da bancada ruralista na Câmara e relator da PEC 215, que quer tirar do Executivo a palavra final sobre demarcação de territórios indígenas – e transferir a prerrogativa, claro, ao Legislativo.

Nesse caso, o Executivo simplesmente levaria ao Congresso as suas considerações sobre as demarcações.

E quem decidiria a sorte dos indígenas seria o Congresso – que não passa de um lixão.

A Presidenta Dilma se manifestou em diversas oportunidades contra a PEC 215.

E fez o possível para trancar essa loucura.

Ao tentar defender a proposta, Serraglio lançou mão de um argumento barato, quase risível: «A pergunta que não quer se calar é: esses que bradam aos céus contra a opressão indígena estariam dispostos a abrir mão de todos seus pertences em prol da causa indígena?”.

Não faz sentido, claro.

Agora como Ministro, Serraglio poderá decidir quais propostas de demarcação de terras serão levadas ao Presidente (sic) e quais serão rejeitadas.

Citado pelo PiG Cheiroso, o ex-presidente da Funai Márcio Santili disse que Serraglio caberia perfeitamente no Ministério da Agricultura.

E completa: «Nos parece inadequado nomear para a Justiça uma pessoa que teve (…) forte atuação para debilitar os direitos constitucionais dos índios, quilombolas e outras minorias».

O Conversa Afiada dá os parabéns ao MT por mais essa escolha brilhante!

É, de fato, um Ministério de notáveis!

 

Leonardo Miazzo, editor do C Af

PS do colaborador:

*Michel Temer

Fotoarte: “Serraglio é mais do Cunha que do MT”

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