Publicado en: 15 marzo, 2019

Brasil. Marielle presente, hoje e sempre!

Por Varios /Carta Maior

“Marielle Franco, a luta e a esperança ainda não alcançada. Em 14 de março de 2018, a eleita vereadora do Rio de Janeiro foi covardemente assassinada. ”Saber quem apertou o gatilho não é suficiente”

Após a prisão de um policial militar (PM) e um ex-PM, suspeitos do assassinato de Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, a bancada de deputados federais do PSOL convocou uma entrevista coletiva para ressaltar a necessidade de se elucidar quem ordenou a execução da vereadora carioca.

O policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, foram detidos por uma força tarefa da Operação Buraco do Lume, composta por policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro e por promotores do Ministério Público. A investigação do Ministério Público e da Polícia Civil aponta que os policiais são responsáveis pelo crime.

“Para nós é muito importante saber quem apertou o gatilho. Mas não é suficiente. É fundamental que o Estado brasileiro responda quem mandou executar Marielle Franco. Exigimos essa resposta”, afirmou Talíria Petrone, deputada pelo Rio de Janeiro. “Só haverá justiça quando soubermos quem foi o mandante”.

Marcelo Freixo, também deputado pelo Rio, pediu maior agilidade na apuração do crime e anunciou que a bancada do partido definirá na tarde da terça-feira (12) a apresentação de um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as milícias: “Independentemente de estar [diretamente] relacionado ou não com a morte de Marielle, políticos que tenham envolvimento com as organizações devem ser investigados”, defendeu. “As milícias não acabaram porque ajudam muita gente – e ajudam a eleger algumas pessoas. O crime dá lucro. Lucro político”, acrescentou.

Freixo respondeu a questionamentos sobre a possível relação entre um dos detidos nesta terça-feira e Jair Bolsonaro, por conta de morarem no mesmo local. O parlamentar disse que o partido não fará qualquer “ilação”, mas que lamenta a postura do presidente e de seus familiares em não manifestar pesar em relação à execução de Marielle Franco.

Edição: Daniel Giovanaz

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https://www.brasildefato.com.br/2019/03/12/saber-quem-apertou-o-gatilho-nao-e-suficiente-dizem-parlamentares-do-psol/Va

 


14 de março

“Marielle Franco, a luta e a esperança ainda não alcançada. Em 14 de março de 2018, a eleita vereadora do Rio de Janeiro foi covardemente assassinada. Desde então, dois policiais foram presos, mas não os mandantes desse assassinato político. As pistas seguidas levam estranhamente ao clã Bolsonaro.” (L’Humanité, França)

Carlos Eduardo Silveira

https://goo.gl/Aa4xRe

THE GUARDIAN, Inglaterra | Bolsonaro laços paramilitares em destaque após foto com suspeito de assassinato. Questões sobre possíveis conexões entre os Bolsonaros e as chamadas “milícias” do Rio estavam agitadas antes mesmo de o ex-capitão do exército tomar posse em janeiro.

Mas essas preocupações se intensificaram esta semana, quando surgiu uma foto na qual Jair Bolsonaro, de sorriso, aparece com o braço ao redor de um dos dois homens presos na terça-feira pelo assassinato de 2018 da vereadora carioca Marielle Franco. https://goo.gl/ZqAxvJ

PÁGINA 12, Argentina | Um ano após o crime da vereadora do Rio de Janeiro, ainda não se sabe quem ordenou que Marielle fosse assassinada. Com dois presos nos últimos dias, os autores intelectuais do assassinato de Marielle Franco ainda são desconhecidos. Hoje haverá homenagens em cidades do Brasil e do mundo. https://goo.gl/oz7NcE

EL PAÍS, Espanha | ‘Caso Marielle’: uma investigação radioativa para Bolsonaro. O vínculo dos parentes de um dos acusados com um de seus filhos e a conduta pública da família presidencial aumentam a tensão de um complô que investiga o crime organizado no Rio. https://goo.gl/uVDH8c

EL MUNDO, Espanha | Polícia brasileira encontra ligações entre o assassino de Marielle Franco e a família Bolsonaro. Dois policiais foram detidos por supostamente intimidar a vereadora e seu motorista em 14 de março de 2018 no centro do Rio de Janeiro https://goo.gl/viXP5E

CORRIERE DELLA SERA, Itália | Marielle Franco, um ano após a morte do ativista brasileiro de direitos humanos. A política e ativista foi morta junto com seu motorista em 14 de março de 2018. Dois ex-policiais militares foram presos por seu assassinato.

 Tornou-se um símbolo da luta feminista e foi lembrado em 8 de março, por ocasião da greve global das mulheres, onde milhares de pessoas também marcharam contra o governo Bolsonaro por suas recentes medidas que “afetam particularmente as mulheres”. https://goo.gl/xhWVcm

DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Portugal | “Não me lembro desse cara” diz Bolsonaro sobre vizinho suspeito de matar Marielle. Polícia Militar Ronnie Lessa, preso na terça-feira, tinha casa no condomínio em que presidente morava. https://goo.gl/YyGb4c

EL MERCÚRIO, Chile | Brasil não se esquece de Marielle Franco: Um ano após o assassinato do vereador e ativista que enlutou o Rio de Janeiro. A socióloga de 38 anos era um ponto de referência para o feminismo, a comunidade LGBTI e feroz oponente do uso do exército para acabar com a violência nas favelas, sua luta terminou em tragédia. Um ano depois, os responsáveis ainda estão sendo procurados. https://goo.gl/e5EEiV

EL DESCONCIERTO, Chile | Um ano sem Marielle Franco: Quem mandou mata-la? Este 14 de março marca um ano desde o assassinato da vereadora feminista brasileiro, um dos líderes do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) do Rio de Janeiro e ativista dos direitos humanos. O crime já tem prisões, mas a questão sobre quem ordenou matá-lo permanece sem resposta. https://goo.gl/ssRYXX

AL JAZEERA, Catar | Um ano após o assassinato de Marielle Franco, a violência ainda assusta o Rio de Janeiro. Grupos de direitos humanos dizem que houve um número recorde de assassinatos e violência racial na cidade brasileira em 2018. https://goo.gl/SBwXLj

 

Foto: Vereadora assassinada foi homenageada em todos os estados do país no dia 8 de março (Nelson Almeida/AFP)

 

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