Brasil: Manifestações, os Black Blocs e a “Liberdade dos Gritos”[Vídeo]

 

Toda vez que tem uma manifestação com a presença dos Black Blocs a imprensa burguesa aproveita para atacá-los descrevendo “rastro de destruição”. O “vandalismo” dos adeptos do “Black Block”, com ou sem máscara, são prioritariamente agências bancárias, principalmente as dos bancos privados e estrangeiros, instituições militares, consulado norte-americano e carros da PM e os próprios policiais, não por coincidência, todos, inimigos da população pobre.

 No último dia 15, em manifestação realizada no Rio de Janeiro, em defesa dos professores, a Polícia Militar, reprimiu violentamente os manifestantes que reagiram. Um dos alvos foi o Consulado dos Estados Unidos que teve as vidraças apedrejadas. Um micro-ônibus da polícia também teve os vidros quebrados.

A imprensa burguesa e a direita tenta a todo custo atacar os manifestantes que se defendem da violência da PM nos protestos. Nesta semana um dos porta vozes da direita, o jornal Folha de S, Paulo, publicou uma pesquisa em que 95% da população diz ser contra os Black Blocs, uma manipulação grotesca que foi criada evidentemente para distorcer a realidade. Inúmeras outras pesquisas já foram realizadas em que o dito “vandalismo” é apoiado. Sem falar que a própria população nas periferias protesta e também incendeiam ônibus, atacam a polícia etc.

A reação de manifestantes como os “Black Blocs” tem enorme apoio popular, pois reagem à violência policial que é cotidiana contra os pobres nas periferias. Os ataques a bancos e demais instituições que massacram a população diariamente é um reflexo do descontentamento diante da ditadura disfarçada de democracia que existe no país.

Pela dissolução da PM!

 Zona Norte de São Paulo se levanta contra assassinatos da polícia militar.População continua nas ruas protestando contra os abusos da polícia e os assassinatos na periferia da cidade.Na noite do dia 29 mais protestos na cidade de São Paulo contra a morte do jovem Douglas pela polícia, na zona Norte da cidade.

A periferia de São Paulo está fazendo as ações dos Black Bloc parecerem brincadeira. Todos reagem com a mesma razão, protestar contra a repressão e a máquina de morte que é a Polícia Militar.

O jovem Douglas morreu na tarde de domingo. A repercussão da morte apenas confirma que o pedreiro Amarildo, desaparecido após ser levado por policiais no Rio de Janeiro não é exceção.Desde a morte de Douglas a zona Norte de São Paulo se levantou em revolta. Moradores atearam fogo em ônibus, e carros.

Na terça-feira, dia 29, após o enterro do rapaz fecharam a rodovia Fernão Dias e deram início à segunda noite de protestos. Também houve protestos no Parque Novo Mundo. Pelo menos dois caminhões e quatro ônibus foram incendiados. Os moradores protestam contra a morte de outro jovem, Jean Silva, também de 17 anos.

Os manifestantes montaram barricadas e atearam fogo em lixo. O Batalhão de Choque foi chamado e usou bombas de efeito moral. A Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e a Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motociclista) também estiveram na região.

Uma bala perdida atingiu Silas Barbosa de Oliveira, que passava pelo local, no abdômen. Ele foi levado ao Hospital São Luiz Gonzaga, no Jaçanã, onde foi submetido a uma cirurgia.

A presença da imprensa capitalista para chamar de vândalos os moradores do bairro acabou servindo também para relatar os vários abusos cometidos pela polícia que não podem ser negados. Abordagens policiais, com arma apontada ao rosto, em desacordo com o manual de conduta da Polícia Militar, são comuns no bairro. «Sempre que me enquadram já saem com a pistola mirando minha cabeça», afirmou o jovem G.C., 17 anos, que preferiu não se identificar (UOL notícias).

As manifestações já estão sendo enquadradas como «violência urbana» e motivadas por grupos ou facções criminosas. É o Estado mais uma vez tentando mudar o alvo e reverter as acusações.

Desde segunda-feira, dia 28, mais de 90 pessoas foram presas. Pelo menos duas ainda permanecem presas. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, e do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame se reunirão na quinta-feira, dia 31, com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para «discutir medidas de segurança pública para evitar atos de vandalismo».

 

Vídeo:A LIBERDADE DOS GRITOS : A revolta contra a violência policial 

Gabriel Batista   

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