Brasil. Leonel* e os filhotes da Ditadura Civil Militar de 64 [Vídeo]

Publicidad

A jornalista Cynara Menezes, do portal Socialista Morena, quer saber: o que o nacionalista Leonel Brizola diria a respeito do presidente Jair Bolsonaro?

O que Brizola diria sobre Bolsonaro?

Cynara Menezes assim como Leonel Brizola chama os saudosos dos militares pelo nome! Filhotes da Ditadura!

A jornalista Cynara Menezes, do portal Socialista Morena, quer saber: o que o nacionalista Leonel Brizola diria a respeito do presidente Jair Bolsonaro?

O que ele diria sobre os empresários que apoiam o presidente e sobre as viúvas dos militares que aplaudem o chamado por um Golpe contra o Congresso e contra o STF?

Cynara chama essas pessoas pelo mesmo nome que Brizola deu aos malufistas em 1989: filhotes da ditadura!

Mas, hoje, quem mais compõe esse grupo de «filhotes da ditadura»?

Saiba mais na TV Afiada!

*****

PS do colaborador:

*Leonel de Moura Brizola é uma figura que ainda influencia a ideologia socialista  e alguns partidos no país.

Leonel Brizola foi um político apaixonado desde cedo – com apenas 23 anos, entrava no Partido Trabalhista Brasileiro, advogando pela causa trabalhista defendida por Getúlio Vargas. Assim, ele se tornava uma figura carismática e mobilizadora com o passar dos anos. Além disso, tendo origem em uma família de trabalhadores, conseguia ter um apelo popular.

Brizola é considerado uma figura política importante. Por exemplo, ele foi o único a ser eleito governador em dois estados diferentes: no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. A seguir, conheça mais sobre sua vida e como ele influenciou a política brasileira.

Biografia: quem foi Leonel Brizola

Leonel de Moura Brizola nasceu em Cruzinha, no Rio Grande do Sul, em 22 de janeiro de 1922. Seu pai foi assassinado muito cedo, quando se aliou a um líder político, Leonel Rocha – que inspirou o nome de seu filho – que combatia o governo do estado. Assim, sua mãe, Oniva, teve de ficar responsável pelo sustento de cinco filhos pequenos.

Essa história de dificuldades e de trabalho marcou o futuro político de Leonel Brizola. Além disso, teve incentivo de sua mãe para estudar. Assim, aos 18 anos tinha se formado em técnico rural, passando em primeiro lugar na entrada do curso. Com todas as dificuldades, aos 27 anos conseguiu o seu diploma de engenheiro civil.

Brizola conheceu Neusa Goulart, irmã de João Goulart, nas reuniões do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Diferentemente dele, ela tinha uma origem rica, e se casaram em março de 1950. Com ela, teve três filhos: Neusa Maria, José Vicente e João Otávio.

Brizola faleceu em 21 de junho de 2004, com 82 anos de idade. Desde cedo, Brizola se empolgou com as questões políticas. Com apenas 25 anos, ele era eleito em Porto Alegre como deputado estadual. O próprio Getúlio Vargas ficou admirado com seu discurso, dizendo: “Esse guri vai muito longe”.

Carreira política de Leonel Brizola

A trajetória política percorrida por Leonel Brizola foi longa, especialmente porque começou desde muito cedo. Suas origens de uma família trabalhadora foram uma das bases para que ele se lançasse na causa trabalhista.

Início da carreira

Aos 23 anos de idade, Brizola se filiava ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Logo, com 25 anos, em janeiro de 1947 era eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul. Na época, ele era um estudante de engenharia civil.

Assim, os registros de sua atuação mostram que ele era empolgado e apaixonado pela atividade legislativa. Sobretudo, participava na maioria das sessões com algum de seus discursos. Ainda, apesar de ter iniciado com o movimento estudantil, passou também a se aproximar do líder sindicalista, José Vecchio – que, mais tarde, acabaria atrapalhando sua eleição como prefeito.

Relação com João Goulart / Jânio Quadros

Em 1950, João Goulart, que era líder do PTB no Rio Grande do Sul, era eleito deputado federal. Enquanto isso, Leonel Brizola era reeleito deputado estadual, com 29 anos de idade. No mesmo ano, João Goulart se tornava oficialmente cunhado de Brizola, já que ele se casou com sua irmã, Neusa Goulart.

Logo, em 1954, Brizola ocupou o cargo de deputado federal, com mais de 100 mil votos. Depois, em 1956, era eleito prefeito de Porto Alegre. Finalmente, dois anos mais tarde, com 36 anos de idade, com mais de 670 mil votos ele se tornava governador do Rio Grande do Sul.

Em 1961, a presidência do país era ocupada por Jânio Quadros que, nesse ano, renunciou. No momento, ele alegou que existiam pressões de diversas ordens que impediam o seu governo. Entretanto, militares eram contrários a João Goulart, o vice-presidente, que estava em viagem e logo que voltasse devia ocupar a presidência.

Como consequência, diante do eminente golpe, Brizola imediatamente anuncia que “O Rio Grande não aceita o golpe e a ele não se submeterá”. Assim, ele cumpriu um papel importante na campanha da legalidade, defendendo o cumprimento da Constituição na posse de João Goulart.

No fim, o conflito foi resolvido a partir de negociações em que o regime presidencialista foi mudado para parlamentarista e Tancredo Neves indicado para o cargo de primeiro-ministro. Desse modo, João Goulart assumiu a presidência.

Ditadura Militar de 1964

Após a campanha da legalidade, Leonel Brizola se tornou uma figura cada vez mais conhecida nacionalmente. Enquanto isso, João Goulart acumulou dificuldades em seu governo. Aos poucos, seus opositores se articularam contra a presidência, culminando no golpe militar de 1964.

Portanto, a primeira reação de Brizola foi de articular uma resistência ao golpe e impedir a instalação dos militares em Brasília. Contudo, João Goulart quis evitar o confronto, e a força de mobilização já não era forte como na campanha da legalidade. Agora, Brizola e sua família corriam riscos porque os militares já anunciavam prendê-lo.

Movimento da Legalidade

A Legalidade foi um movimento liderado pelo então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, para assegurar a posse do vice-presidente João Goulart, o Jango, após a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961. O Memorial integra a programação do Governo do Estado para comemorar os 50 anos do movimento.

A Cadeia da Legalidade e o discurso de Brizola

Às 3h da manhã do dia 27 de agosto de 1961, Leonel Brizola falou pelo rádio, denunciando o golpe contra Jango. O Ministério da Guerra silenciou as emissoras de Porto Alegre que haviam transmitido o discurso. Ao meio dia, Brizola requisitou a rádio Guaíba, que não teve seu sinal cortado porque não transmitiu o discurso, e em menos de uma hora, os transmissores foram transferidos para os porões do Palácio Piratini.
A rádio Guaíba liderava uma rede de 104 emissoras gaúchas, catarinenses e paranaenses, a Cadeia da Legalidade, que transmitiu todas as mensagens do então governador Leonel Brizola. Às 11h do dia 28, Brizola voltou a falar anunciando a ordem do Ministério da Guerra para bombardear o Palácio Piratini. Pede que as crianças sejam levadas para fora da cidade e conclama todos à luta, na capital e no interior. Forma-se um exército de mais de 150 mil populares.

Derrota e Exílio

 Brizola deixou sua família aos cuidados de amigos e teve de se mudar de casa muitas vezes, até conseguir exílio no Uruguai. Mais tarde, sua família também rumou para onde ele estava. Por fim, o seu exílio acabou apenas em 1979, sob a lei da anistia, quando voltou ao Brasil.

Fundação do PDT

Desde que pôde voltar ao Brasil, Brizola desejava a reorganização do PTB, extinto na ditadura militar. Assim, ele escolheu a sua data de volta no dia 7 de setembro, carregando-o de simbolismo e reafirmando seu nacionalismo.

Em 1980, houve uma briga pela sigla PTB no Supremo Tribunal Federal, e o episódio resultou na derrota do grupo de Brizola. Contudo, esse não era um fim de sua trajetória política. Uma semana após a derrota, foi anunciada uma nova sigla: PDT, Partido Democrático Trabalhista.

Logo, com o processo de redemocratização, houve uma apreensão na eleição do governo estadual do Rio de Janeiro. Nesse contexto, a popularidade de Brizola estava alta e sua campanha resultou no sucesso de sua eleição pelo PDT, em 1982. Ainda, em 1991 foi reeleito ao mesmo cargo.

Campanhas à presidência

Em 1989, Brizola era o candidato à presidência no país, saltando nas pesquisas eleitorais. Inicialmente, um segundo turno era previsto entre ele e o Lula. No entanto, logo Fernando Collor surgiu como um candidato à direita, que até então estava sem representação majoritária.

Enquanto Collor viajava de jatinho em diversos lugares, falando no máximo cinco minutos para um público, Brizola parava, tirava fotos, discursando por mais de uma hora. Além disso, por mais que Brizola mantivesse sua popularidade pela sua história, o cenário era outro: havia ficado mais de uma década fora do Brasil, e as redes de comunicação eram diferentes naquele momento.

No fim, Brizola foi derrotado na campanha sem ir para o segundo turno e Collor eleito presidente. Mais tarde, na próxima eleição presidencial, a campanha brizolista também não foi bem sucedida, com a vitória de Fernando Henrique Cardoso.

Fim da carreira

Nos últimos anos de sua vida, registra-se que Brizola acumulava decepções. Uma delas era com Lula, com quem nunca pôde articular. Além disso, criticava a política, que havia virado negócio e marketing.

No início de 2004, ano de sua morte, poucas pessoas sabiam de seu estado de saúde debilitado. Assim, ele já se preparava de algum modo para o que viria. Desse modo, em junho, acabou sofrendo uma infecção pulmonar e foi levado ao hospital, no Rio de Janeiro, local onde ocorreu a sua morte. Brizola morreu de infarto, com 82 anos de idade.

A morte de Brizola foi noticiada mundialmente, e recebeu diversas homenagens. Contemporaneamente, é ainda conhecido como um político que foi independente, carismático e que defendera seus ideais até o final de sua vida.

.

Leonel Brizola

 

Vídeo: O que Brizola diria sobre Bolsonaro?

También podría gustarte

Los comentarios están cerrados.

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. AcceptRead More