Brasil. Juca Kfouri com a palavra

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Em seu comentário para o Jornal da CBN da sexta (16), o jornalista lembrou Marielle: “Ela era uma lutadora pela igualdade, pelos Direitos Humanos que bestas feras insistem em menosprezar”

“Marielle era uma lutadora pela igualdade, pelos Direitos Humanos que bestas feras insistem em menosprezar. Matar aqui no Brasil é fácil. Algumas mortes, porém, têm o condão de despertar a indignação da Nação e exigir um basta.Assim foi quando o jornalista Vladimir Herzog foi torturado até a morte nas masmorras da polícia política da ditadura de 1964, em 1975. Que assim seja também agora”

O jornalista Juca Kfouri, em seu comentário no quadro Momento do Esporte para o Jornal da CBN desta sexta-feira (16), lembrou o assassinato da socióloga Marielle Franco: “Enquanto transcorria no Rio o velório de Marielle Franco, Michel Temer brincava com uma bola de basquete em uma solenidade em Brasília. Antes de começar o ato, ele pediu um minuto de silêncio. Pouco depois, sorria sem pudor”.

Em outro trecho, Juca disse: “Mais uma mulher negra e pobre estava morta em execução sumária. Desta vez os executores erraram demais a mão, porque assassinaram uma vereadora eleita por quase 50 mil pessoas. E o país a elegeu imediatamente como símbolo da barbárie da democracia golpeada para que os privilégios de mais de 500 anos se perpetuem”.

“Marielle era uma lutadora pela igualdade, pelos Direitos Humanos que bestas feras insistem em menosprezar. Matar aqui no Brasil é fácil. Algumas mortes, porém, têm o condão de despertar a indignação da Nação e exigir um basta.Assim foi quando o jornalista Vladimir Herzog foi torturado até a morte nas masmorras da polícia política da ditadura de 1964, em 1975. Que assim seja também agora”.

“Ou o Brasil retoma seu destino já ou o fascismo vencerá e não haverá a quem se queixar. A grande mão que assassinou Marielle é muito maior que as mãos de seus executores. Não é a mão que enterra uma bola na cesta ou salva um gol decisivo. É a mão que encerra o sonho de construirmos um país livre e justo. São as nossas mãos, sem o sangue dos inocentes, que podem levar tal missão adiante. Mãos à obra! Desesperar jamais”, completou.

 

Foto: Juca Kfouri

 

Da revista Fórum

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