Brasil. Jornal da Ditabranda diz que não foi greve

PHA

A Fel-lha.

Aquela instituição que cedia as caminhonetes de reportagem para transportar os torturadores do DOI-CODI.

(Um dos aplausos mais calorosos no lançamento do Manifesto Brasil Nação foi quando o professor emérito Fábio Konder Comparato lembrou que a Fel-lha tentou «controlar a narrativa» com a expressão «ditabranda». E os que protestavam eram chamados – pela Fel-lha – de comunistas… A plateia demonstrou a sua indignação.)

Agora, diz a Fel-lha que «atos de rua foram pontuais», que «greve atinge transportes e escolas», e na «maior parte do dia houve calmaria»…

(É porque a Fel-lha nao foi à porta da mansão do MT. Foi uma calmaria…)

Porém, um dos momentos sublimes dessa tentativa de controlar a narrativa foi o do professor de Física Samuel Pessôa, economista de quinta que a Fel-lha e o PiG tentam promover a economista de quarta.

Diz o notável «consultor»:

– Fazer greve é parar porque você quer impor um prejuízo para o seu patrão (…) mas essa foi uma greve puramente (sic) política, contra algumas (sic)medidas do Governo (sic) Temer; não ir para a rua, nesse caso, nao é greve, é feriado».

É que na Faculdade de Física não é obrigatório ler o Lenin…

A propósito do fisico Pessôa, recomenda-se ir ao post sobre o magistral livro do Professor Wanderley Guilherme, «Democracia Impedida».

Lá se revela a centralidade do cocô na obra de Pessôa e na doutrina desse tal neolibelismo.

Imperdível!
O cocô e o livre mercado!
Nem Adam Smith!

Em tempo sobre a Fel-lha. Ela tenta fazer o IPO para «atrair» sócios em seu negócio de pagamentos na internet, no UOL. Como se sabe, a Fel-lha está quebrada e se sustenta no UOL. Respeitável jornalista, que trabalhou na Fel-lha e conhece suas entranhas desconfia que esse IPO é um passo para vender a empresa e se pirulitar para a Suíça, onde os filhos do Seu Frias não sabiam que tinham uma conta secreta no HSBC.

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https://www.conversaafiada.com.br/pig/jornal-da-ditabranda-diz-que-nao-foi-greve

 


A Greve foi política, sim!

E tem a «greve João Doria»

O Conversa Afiada tem o prazer de publicar esclarecedor artigo de notável professor sobre a inútil tentativa da Fel-lha e de um economista de quinta que a Fel-lha quer promover a economista de quarta de garantir que não foi greve, a maior da História.

Parte desse país realmente perdeu a conexão com a racionalidade.

Existem várias definições de greve em razão de seu objetivo e da sua forma de realização.

A greve pode ser trabalhista e pode ser política.

É trabalhista quando visa atingir um empresário ou um conjunto de empresários para obtenção ou manutenção de direitos trabalhistas, na esfera de governabilidade dos empresários atingidos pela greve.

Ela é política quando o objetivo afeta os empregadores, mas vai além deles (uma proposta de aumento de impostos, um projeto de reforma trabalhista, de reforma previdenciária etc).

Neste caso, pode ser que a greve surta seus efeitos (impedir a concretização das medidas contra as quais foi realizada), pode ser que não, e pode até ser que ela configure condições objetivas para saltos políticos qualitativamente maiores e mais intensos.

A Greve de ontem foi política mesmo!
Melhor que eles entenderam.

Mas existem várias formas de realizar uma Greve.

Isso faz parte da cultura de greve historicamente construída pelos trabalhadores em todo o mundo.

A paralização pode ser direta, quando os trabalhadores simplesmente cruzam os braços e não trabalham.

Pode ser também indireta.

Nesta, os trabalhadores não trabalham porque são impedidos por algum fator externo de trabalhar (seja pela falta de materiais essenciais na empresa, seja pela falta de transporte, ou, ainda, por qualquer outro fator em que ele, trabalhador, não atue diretamente).

Mas, no final do dia, o resultado é sempre o mesmo: não há trabalho.

Isso tudo faz parte da inteligência (sim, há inteligência nisso!) dos organizadores da Greve.

Só existe Greve quando há paralização da produção.

Não há greve sem paralização de produção.

Logo, quando tem produção, a manifestação pode ser enquadrada como tudo, menos como Greve.

Agora, a pergunta fundamental sobre o que aconteceu ontem no Brasil: o Brasil trabalhou normalmente?

Evidentemente que não, que não produziu nem 1/3 do que produziria em dia normal.

Faz parte da cultura das lutas dos trabalhadores a identificação das formas de greve pelo nome das táticas adotadas –as forças policiais copiaram isso nas operações deles— como operação padrão, greve tartaruga etc.

Ontem, as Greves não ganharam nova definição, mas o anedotário nacional sim: “greve João Dória”, aquela feita em domingos e feriados…

Já tivemos dias melhores.

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https://www.conversaafiada.com.br/economia/greve-foi-politica-sim

 

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