Brasil: Entrevista da filósofa Marcia Tiburi em [Áudio e vídeo]

A intolerância política tem provocado uma série de agressões contra pessoas que defendem o estado democrático de direito no país.

 O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi hostilizado num hospital.

O ex-secretário de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, foi ofendido numa livraria.

A senadora petista Gleisi Hoffmann, foi vaiada num aeroporto.

O secretário de saúde da prefeitura de São Paulo, Alexandre Padilha, foi agredido verbalmente num restaurante.

Na última sexta-feira (22/04), o ator José de Abreu, filiado ao PT, também foi alvo de agressões num restaurante e reagiu com uma cusparada.

A mesma reação que o deputado Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro, teve após ouvir insultos do deputado Jair Bolsonaro, do PSC carioca, que homenageou o torturador Carlos Alberto Ustra, durante votação do processo de impeachment na Câmara Federal.

E no último domingo (24/04) o jornalista Pio Redondo perdeu três dentes após ser agredido por pessoas acampadas em frente ao prédio da Fiesp que defendem o impeachment de Dilma Rousseff.

 A intolerância constatada nesse período de crise política no país é analisada pela filósofa Marcia Tiburi, autora do livro “Como conversar com um fascista”.

 A repórter Marilu Cabañas conversa com a filósofa que fala direto da Suécia onde lança essa publicação.

Áudio:

Foto: Simone Marinho.

 

Espaço Público entrevista a filósofa Marcia Tiburi [Vídeo]

O Espaço Público é apresentado pelos jornalistas Paulo Moreira Leite e Florestan Fernandes Júnior. Também participa do programa a professora de jornalismo da Faculdade de comunicação da UNB, Márcia Marques.

Espaço Público

A gaúcha Marcia Tiburi vai das salas de aula às redes sociais e à tevê, dá palestras país afora e ainda encontra tempo para escrever e pintar.

No mês passado, lançou o livro «Como conversar com um fascista – Reflexões sobre o cotidiano autoritário brasileiro» (Record). O título é assumidamente provocativo. Ela explica que apelou à ironia para “mostrar que o diálogo é uma forma de resistência”.

Marcia é, ainda, a autora de um projeto de partido feminista que denominou #partidA. Nesse caso, a ideia é usar o diálogo, o debate, para “empoderar mulheres para a sua participação na política institucional”. Ela considera a experiência revolucionária – “poder criado a partir de diálogo em que todo mundo se autorepresenta”.

Na tevê, a professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Presbiteriana Mackenzie foi uma das apresentadoras de um dos programas de maior audiência do canal por assinatura GNT.

Ancorado pela jornalista Mônica Waldvogel, o “Saia Justa” ainda reunia, à época dela, as atrizes Betty Lago, Maitê Proença e Luana Piovani. Acabou rendendo outro livro, lançando no ano passado, também pela Record:  «Olho de Vidro: A Televisão e o Estado de Exceção da Imagem«.

Enfim, é variada a pauta de assuntos desta professora de filosofia, escritora e artista plástica de 45 anos, nascida em Vacaria, no Rio Grande do Sul. Para além do feminismo, um de seus temas favoritos é a ética. Outro, a estética. Versátil, Marcia Tiburi foi finalista do Prêmio Jabuti em 2006, com um romance: «Magnólia, o primeiro da série Trilogia Íntima«.

 

PS do colaborador:

Fotoarte: “Como conversar com um fascista”

Vídeo: Espaço Público entrevista a filósofa Marcia Tiburi

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