Publicado en: 30 mayo, 2015

Brasil: Dia de luta. Dia Nacional de Paralisação

Por RBA

Trabalhadores em paralisações em pelo menos 11 estados e no DF ontem,29.Protestos contra o projeto de lei da terceirização, o corte de benefícios trabalhistas e previdenciários e o ajuste fiscal

Várias centrais sindicais pelo país aderiram ao Dia Nacional de Paralisação. Os manifestantes protestam contra o projeto de lei que regulamenta as atividades de terceirização no país, as Medidas Provisórias 664 e 665, que alteram benefícios trabalhistas e previdenciários; o ajuste fiscal, a corrupção e pela democracia.

Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), diversas categorias se mobilizaram em várias cidades do país, como os sindicatos dos Químicos de São Paulo e do ABC, os metalúrgicos de São Carlos, do ABC, Sorocaba, São José dos Campos e Osasco, portuários do Espírito Santo, trabalhadores do Saneamento Ambiental na Bahia e petroleiros de Minas Gerais.

No Rio Grande do Sul, houve paralisação na Refinaria Alberto Pasqualini, da Petrobras, e nos terminais da Transpetro. Os petroleiros também bloquearam a BR-116, que dá acesso à refinaria.

Segundo a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), nesta manhã ocorreram protesto de várias categorias na Bahia, no Amazonas, em Goiás, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Pernambuco e no Ceará.

Em Patos, interior do estado da Paraíba, segundo a CTB, representantes de várias categorias, como dos Correios, da Energisa e da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba integraram as manifestações, com representantes do Sindicato dos Funcionários Municipais de Patos e Região.

No Recife, os ônibus só voltarão a circular pela região metropolitana às 23h30. Segundo a CTB, 100% dos trabalhadores rodoviários aderiram à paralisação. Os metroviários também não estão trabalhando e os trens só operaram no horário de pico, controlados por supervisores.

Em Fortaleza, a mobilização reuniu representantes de centrais sindicais e servidores de universidades federais. A Central Sindical e Popular Conlutas (CSP Conlutas) organizou o ato para protestar contra os cortes orçamentários e o projeto de lei que regulamenta as terceirizações.

Em Caxias do Sul (RS), segundo a CTB, o Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região e representantes dos sindicatos dos Comerciários, do Vestuário e da Saúde fizeram uma caminhada pelas ruas centrais da cidade. Durante o trajeto, foram distribuídos materiais informativos à população sobre o projeto que regulamenta as atividades de terceirização.

No Distrito Federal, cerca de 70 servidores federais fizeram manifestação em frente ao Ministério da Fazenda em protesto contra a política econômica do governo. O principal alvo das críticas é o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que não se encontra em Brasília. O Ministério da Fazenda em Minas Gerais foi ocupado por trabalhadores da agricultura, em protesto organizado pela Via Campesina.

Em São Paulo, sindicalistas promovem desde o começo da manhã interdições de vias da cidade, do litoral e de municípios paulistas. Na Marginal Tietê e na Avenida Paulista também ocorreram manifestações. Na Baixada Santista, a principal via de acesso ao Porto de Santos foi interditada no sentido Guarujá, provocando filas. No início da manhã, os dois lados da rodovia foram bloqueados.

Em Santos (SP) a mobilização continuará na segunda-feira (1). Os portuários realizarão uma paralisação de seis horas da estiva, além de uma série de manifestações, como foi decidido em assembleia conjunta, realizada na noite de ontem (28), que contou com a participação de seis dos oito sindicatos do setor. A próxima reunião deve ocorrer em dez dias.

Além da greve de seis horas da estiva e das manifestações e paralisações das demais categorias do porto, na segunda-feira (1º), a campanha unitária dos portuários de Santos continuará nos próximos dias.

Em assembleia conjunta de seis dos oito sindicatos do setor, na noite de quinta-feira (28), ficou aprovada a convocação de nova assembleia, dentro de aproximadamente dez dias, para dar sequência à luta unitária.

O Dia Nacional de Paralisação foi convocado pela CUT, (CTB), Conlutas, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Intersindical e Nova Central, além de movimentos sociais.

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