Brasil-Covid19. Crime de guerra contra Venezuela

Trump e Bolsonaro avançam crime de guerra contra Venezuela

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Trump e Bolsonaro avançam crime de guerra contra Venezuela

Jeferson Miola

O colunista Jeferson Miola afirma que o governo brasileiro busca perigosamente tensionar o Continente em plena pandemia de coronavírus. Ele diz: «a política genocida do Bolsonaro está agora escalando a arena internacional. Bolsonaro se associa ao banditismo geopolítico do Trump que pode convulsionar o hemisfério americano e transformar a América do Sul numa Síria»

Os EUA se tornaram, de longe, o epicentro mundial da pandemia do coronavírus. A propagação do COVID-19 avança exponencialmente em decorrência da condução equivocada do enfrentamento do problema pelo presidente Donald Trump.

Nos últimos 2 dias, as pessoas com diagnóstico confirmado para a infecção por COVID-19 saltaram para cerca de 203 mil no país, e o crescimento continuará uma escala geométrica.

Até esta 4ª feira, 1/4, foram contabilizados quase 4,5 mil mortes; quantidade 50% superior aos óbitos ocorridos na China, país com população mais de 6 vezes maior.

Os EUA são os campeões mundiais em disseminação da doença: contabilizam cerca de 22% do total dos contaminados em todo mundo e 10% dos mortos pela doença no mundo.

Durante semanas, quando a experiência mundial em vários países já evidenciava a gravidade do problema e ensinava as medidas corretas e efetivas para conter a pandemia à luz do Regramento Sanitário Internacional, Trump irresponsavelmente negligenciou o problema – comportamento, inclusive, que inspirou o genocida Bolsonaro.

Os EUA ainda estão longe de enfrentar o pico crítico da doença previsto para ocorrer a partir de 15 de abril, quando estima-se que o país poderá enfrentar uma catástrofe sanitária.

O panorama da pandemia no Brasil não é menos preocupante. O país representa, segundo informe da Organização Mundial da Saúde desta 4ª feira, 1/4, ao redor de 26% do total de pessoas contaminadas em toda América Latina, e quase 36% do total de óbitos ocorridos nesta região.

No caso brasileiro, a calamidade sanitária do coronavírus se combina ainda com uma crise política e institucional de extrema gravidade, que pode culminar com o fim do mandato do Bolsonaro ou, então, com seu encarceramento numa “quarentena política” irreversível.

A despeito desta realidade caótica que Trump e Bolsonaro enfrentam internamente, que obrigaria a um esforço exclusivo e pleno para a resolução dos problemas domésticos de cada país, os dois presidentes lançam mais um ataque à Venezuela e avançam a política intervencionista no país caribenho.

A pauta principal do encontro entre Trump e Bolsonaro no início de março em Miami – onde, aliás, integrantes da comitiva brasileira devem ter sido contaminados pelo COVID-19 – era o plano de ataque dos EUA à Venezuela, que faz parte da campanha re-eleitoral do Trump.

Bolsonaro desembarcou nos EUA no dia 7 de março, um dia depois de determinar a saída de todo corpo diplomático do Brasil da Venezuela [aqui]. Esta medida drástica só é adotada em casos extremos, de forte abalo das relações; ou, então, ante a iminência de guerra entre dois países.

O calendário do plano de ataque do Trump à Venezuela só foi arrefecido devido ao avanço furioso da pandemia do coronavírus nos EUA. Caso contrário, muito provavelmente a ação imperial na Venezuela teria ocorrido nos dias subsequentes ao encontro que Trump e Bolsonaro tiveram em Miami.

Nos últimos dias, Trump sinalizou a retomada do plano. Em 26 de março, acusou Nicolás Maduro de “narcoterrorismo” e o Departamento de Estado fez a pantomima de oferecer uma recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levem à captura ou condenação do presidente venezuelano.

Ontem [31/3] Trump deu novo passo com o lançamento do “Marco para a transição democrática na Venezuela” [sic] – um conjunto de medidas e exigências ilegais que não têm absolutamente nenhum amparo no direito internacional.

Neste plano intervencionista e criminoso, Trump condiciona o fim das sanções – que são ilegais – à renúncia do presidente Nicolás Maduro; à dissolução da Assembléia Constituinte; à mudança de todos integrantes da Suprema Corte e da Justiça Eleitoral; à formação de um “Conselho de Governo de Transição” [sem Maduro e sem Guaidó]; à soltura de opositores homicidas [os sicários dos EUA], dentre outros absurdos.

O lunático estadunidense Mike Pompeo, homólogo do não menos lunático [e terraplanista] brasileiro Ernesto Araújo, ainda disse, a despeito desta palhaçada risível, que “Esperamos que Maduro veja esta proposta como algo sério” [sic].

O anúncio de Trump foi prontamente apoiado pelos governos capachos da Colômbia e do Brasil [aqui].

 Mesmo com a pronta adesão desses seus cachorrinhos obedientes, Trump enfrentará barreiras relevantes. Além da reação das Nações Unidas, a assistência militar da Rússia e o apoio da China à Venezuela são importantes fatores de contenção.

No momento em que a ONU, a OMS e toda comunidade mundial se mobiliza para enfrentar uma das maiores ameaças à vida humana que é o coronavírus, a imposição de sanções econômicas à Venezuela – que, frise-se, são absolutamente ilegais – caracteriza-se como um crime de guerra, causa o extermínio massivo de seres humanos.

A política genocida do Bolsonaro está agora escalando a arena internacional. Bolsonaro se associa ao banditismo geopolítico do Trump que pode convulsionar o hemisfério americano e transformar a América do Sul numa Síria.

Deter, julgar, condenar e prender Bolsonaro e Trump, que são dois genocidas e criminosos de guerra, é uma exigência humanitária e civilizatória.

 * Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial.

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https://www.brasil247.com/blog/trump-e-bolsonaro-avancam-crime-de-guerra-contra-venezuela

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Caracas repudia las «infamias» del gabinete de seguridad de EE.UU. contra Venezuela

 RT

El canciller venezolano, Jorge Arreaza, repudió este miércoles las «infamias proferidas por el gabinete de seguridad de EE.UU.», luego de que anunciaran el despliegue de barcos en el Caribe y el Pacífico Oriental para evitar el contrabando de estupefacientes «particularmente desde Venezuela».

A través de un comunicado, el gobierno venezolano calificó esta nueva acusación estadounidense como «un intento desesperado» por desviar la atención ante la «trágica crisis humanitaria» que vive EE.UU., como consecuencia del «errático manejo» de del coronavirus por parte de Donald Trump.

No obstante, Venezuela celebra que el gobierno estadounidense decida resguardar sus fronteras «históricamente descuidadas y vulnerables» ante las miles de toneladas anuales de drogas que ingresan provenientes de la industria del narcotráfico en Colombia, país «aliado ysocio» de Washington.

Por otra parte, el texto destaca que institucionalidad antinarcóticos de Venezuela está lista para cooperar con el fin de «contener el avance de los grupos de narcotráfico y crimen organizado en la región».

Más temprano, EE.UU. anunció que el Comando Sur, en cooperación con 22 naciones asociadas, «aumentará la vigilancia e incautación de envíos de drogas en la región» para «proteger al pueblo estadounidense de los cárteles de drogas que intentan explotar la pandemia del coronavirus».

Esta operación estadounidense se centrará en el Caribe y Sudamérica, en particular en Venezuela. El jefe del Pentágono aseguró que la decisión se ha tomado porque supuestamente el Gobierno del país suramericano vive «de las ganancias derivadas de la venta de narcóticos».

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https://actualidad.rt.com/actualidad/348507-venezuela-repudia-infamias-proferidas-gabinete

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