Brasil. «Carnaval é contestação e subversão»

 

 

«Carnaval é contestação e subversão. Quando é pasteurizado, transformado em produto, empacotado, vendido e transmitido, a contestação é domesticada e pode perder o que tem de melhor», escreve o jornalista Leonardo Sakamoto.

 «Por isso, dificilmente se manifesta com grandeza em ambientes protegidos por seguranças armados, isolados por cordões mal remunerados, filtrados pela edição das câmeras de TV e que abraça a ‘nata’ da sociedade em ar condicionado. Não é a contestação do beijo forçado e da nudez sexista, que reproduz o cotidiano de nossa sociedade machista e violenta, mas a contestação que nunca é convidada para festas da ‘Casa Grande'».

«o Carnaval não é apenas a arte da libertação». «Também é a do incômodo. Papel duplo que a Paraíso da Tuiuti cumpriu maravilhosamente, neste domingo (11), no Sambódromo do Rio de Janeiro, sob o enredo ‘Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?'».

«Da exploração de africanos trazidos à força, passando pelo racismo brasileiro até a precarização causada pela Reforma Trabalhista do governo Michel Temer (representado como um portentoso vampiro), a escola de samba constrangeu não apenas autoridades e locutores que transmitiram o desfile, que talvez esperassem algo mais fofo, mas para um naco da sociedade que acha que dias de festa servem para esquecer o cotidiano», acrescenta.

 

Leia  no Blog do Sakamoto

Fotoarte: «Temer no desfile da Escola de Samba Tuiuti»

 

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