Brasil 8M. Dia Internacional da Mulher

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 Sob o lema «Pela vida das mulheres, somos todas Marielle», milhares de mulheres tomaram às ruas em diversas cidades do país neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, para protestar contra o desmonte da Previdência, o aumento no número de feminicídios no Brasil e os retrocessos que o governo Bolsonaro.

 A palavra de ordem «Lula Livre» também marcou os atos. Empunhando faixas e cartazes, os manifestantes denunciam a prisão sem provas e injusta do ex-presidente Lula

No Rio de Janeiro, cidade de Marielle, uma multidão tomou às ruas ao redor da igreja da Candelária, no centro da cidade para cobrar o esclarecimento do assassinato da vereadora do PSol.

O grito por justiça foi ouvido em todos os atos espalhados pelo país. Em São Paulo, milhares de mulheres tomaram o Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista, e saíram em marcha até a Praça Roosevelt. «Não descansaremos até que haja justiça para Marielle», disseram as diversas lideranças que participaram do ato.

Na próxima semana a morte de Marielle e seu motorista Anderson Gomes vai completar um ano, sem que o caso tenha sido solucionado.

Resistência

Os protestos também foram marcados pelo repúdio à política de desmonte do estado promovida pelo governo de Jair Bolsonaro.

«Oh Bolsonaro, seu fascistinha, a mulherada vai botar você na linha», gritavam as centenas de mulheres no ato em Belo Horizonte (MG). O protesto também repeliu a exploração predatória de mineradoras que resultaram no crime da Vale em Brumadinho e Mariana.

«Bolsonaro representa tudo que é contra as mulheres. Ele aglutina em uma pessoa, em uma imagem. É muito importante estarmos juntos, é uma hora para juntar as pautas, todo mundo», afirmou a cantora recifense Karina Buhr.

Mulheres do campo e cidade saíram às ruas de Parauapebas (PA) para denunciar as mazelas das mulheres, dos atingidos pela mineração e as violências contra as mulheres.

Em Fortaleza, no Ceará, a marcha percorreu as principais ruas do centro da cidade para denunciar a violência contra as mulheres. Elas também criticam a reforma da Previdência, pedem «Lula Livre» e justiça por Marielle.

Para a advogada Neusly Fernandes a reforma da Previdência, se aprova, afetará diretamente as mulheres. «Quando conseguimos a possibilidade de aposentar com cinco anos menos do que os homens, foi em virtude da tripla jornada que a mulher vive. Precisamos de reformas que ampliem direitos. Essa reforma não só restringe, mas violenta direitos adquiridos com muita força e luta. As mulheres precisam ter seus direitos garantidos. Não é esse governo e esse Congresso que vai fazer a reforma que merecemos.»

Fotoarte:»Mulheres»

 

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