Assim vai Portugal…

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Crimes – Em Portugal, enriquecer ilicitamente não é crime. Veja-se os crimes de colarinho branco… repro­duzem-se como cogumelos venenosos. Alguém é puni­do? Ninguém. Que se saiba, ou os crimes estão em fa­se de processo, ou prescrevem, ou os criminosos, com os seus advogados pagos a peso de ouro, até através de uma vírgula fazem adiar os processos até às calendas gregas, sine die… A justiça não está preparada para punir os poderosos! Neste caso a justiça não é cega. Em tem­po de crise profunda e prolongada, a transigência com a corrupção é também ela um crime. Insuportável!

A Casa Pia do PSD – O responsável pelo fisco, como o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Oli­veira e Costa, no governo de Cavaco disse: “As cadeias em Portugal não hão-de chegar para prender os falto­sos…” Esta criatura foi presidente do Banco Português de Negócios, responsável por um buraco de 1.800 mi­lhões de euros! Puseram-no na cadeia (até admira!) pre­ventivamente… cadeia de luxo, diga-se. No BPN, a cau­tela diz-nos que estamos perante um crime: compra de empresas falidas em ilhas exóticas, utilização de contas no mercado pela sua pouca transparência, dinheiro em paraísos fiscais … Não há coisa mais “verdadeira” do que alguém alegar, em sua defesa, que foi ingénuo e incompetente. Mais ainda quando se trata de Dias Lou­reiro (ligado ao BPN), político, homem de negócios e ainda conselheiro de Estado. O vice-governador do Ban­co de Portugal, António Marta: “O PSD Dias Lou­reiro desejava que se vigiasse menos o BPN (!)” Dias utilizou como tábua de salvação o presidente da Repú­blica, Cavaco e Silva, neste processo nebuloso. Ser tábua de salvação é no mínimo desconfortável.

João Rendeiro – Presidente do Banco Popular Por­tuguês, faliu o banco pedindo milhões para comprar acções que, em poucos meses, passaram de 3,2 euros para 82 cêntimos. Mas, para que Rendeiro não mergu­lhe na depressão, o ministro das Finanças virá em seu so­corro. O ministro, além de economista, é psiquiatra. A proposta de nacionalização dos bancos BPN e BPP vin­da do PSD – quem diria?… – é uma saída para amor­tizar muita gente do PSD envol­vida e lavar a Casa Pia do PSD. Quando os Estados se vêem acossados, re­cor­­rem ao que condenam: naciona­lizar a banca falida fraudulenta­mente…

Fisco – Prescreveram 1,4 mi­lhões de euros! Por incú­ria, “falta de pessoal” ou incompetência, os serviços das Finanças não co­bram aquele exorbitante valor em dí­vida, por ter passado o pra­zo de cobrança. O fisco decla­rou ainda em falta 2,2 milhões de euros por consi­derar difícil a sua cobrança! A operação Resgate Fis­cal do ministro das Finanças re­dun­dou num enorme fra­casso, tendo cobrado apenas 8% dos 2800 milhões que eram devidos – em dívida, repito. Ao mesmo tem­po, perdoou a 95% dos devedo­res constituídos em empresas contribuintes. O Estado a ser cúmplice da cri­minalidade financeira por perdão fiscal a quem preva­rica! Um verdadeiro atentado a to­dos os contribuintes.

65 horas semanais – O Parlamento Europeu rejeitou uma proposta de lei apresentada pelos ministros do Trabalho dos países da União Europeia, que abria a porta a um aumento de trabalho semanal para 65 ho­ras e a não considerar tempo de trabalho os períodos inactivos durante a permanência no emprego. A serem aprovadas e aplicadas estas medidas, seria um retroces­so civilizacional, com implicações graves na vida fami­liar e profissional, assim como no direito ao lazer e ao descanso de quem trabalha. É indigno que o ministro “socialista” português se tenha abstido na votação da pro­posta retrógrada, reaccionária e esclavagista!

Os ordenados e mordomias dos eurodeputados portugueses são revoltantes e vergonhosos. Aumentos de salários de 100% sobre 3.815 euros ultrapassam a compreensão e produzem uma revolta incontida.

Cavaco “resistente” – Com Cavaco e Silva, como primeiro-ministro, Portugal atingiu um grau de cris­pação altamente doloroso. Foram dez nefastos anos, de que ainda não curámos as feridas. Agora, como pre­sidente da República, quer a “cooperação estraté­gica”, a “estabilidade”, e apela à “resistência” dos portu­gueses, A “cooperação estratégica” é a promulgação de todas as leis que visem o lema: Os pobres que pa­guem a crise! A “estabilidade” não resolve problema ne­nhum, num Portugal “embebedado pela classe políti­ca” a construir uma sociedade cada vez mais desigual, com dirigentes que se julgam detentores de toda a razão e que não dispõe de uma única ideia sua. A “estabilida­de” é a paz dos cemitérios. Há um nojo por esta “esta­bilidade” porque estamos amolgados pelo triste horror­ do dia-a-dia e desalentados com a própria falta de es­pe­rança no futuro. Cavaco é um resistente e resiste bem, pudera…! Em tempo de crise da crise, o pre­sidente actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado: 4.152 euros pelo Banco de Portugal,­ 2.328 pela Uni­versidade Nova de Lisboa e 2.876 euros por ter sido primei­ro-ministro, no total 9.356 euros, po­dendo acu­mular com o vencimento de pre­sidente da República. Ficar-lhe-ia bem, co­mo bom exem­plo, prescindir das pensões. Assim… também é fácil resistir e apelar à resis­tência…

É assim que esta e outras situa­ções semelhantes conduzem à falên­cia da seguran­ça Social…
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