A função pública protesta na rua

Como se sabia, o Orçamento de Estado do PS foi aprovado na generalidade devido à abstenção do PSD e CDS. E sem surpresa ficámos a saber que este ano não vão haver aumentos salariais e que as pensões sociais vão sofrer cortes por via do agravamento fiscal. E em resultado de tudo isto, os trabalhadores inquietam-se, e começam as surgir as primeiras manifestações de descontentamento, ainda que mantidas em “lume brando” pelos sindicatos e partidos de “esquerda”.

Na semana passada os enfermeiros paralisaram em massa durante três dias, tendo realizado no último dia de greve uma manifestação em que participaram mais de 15 mil profissionais da saúde, um número muito significativo e condizente com a forte adesão à greve.

Hoje, 5 de Fevereiro, é a vez da administração pública se manifestar conta o congelamento dos salários, a degradação das condições de trabalho, os cortes nas reformas e a falta de progressão nas carreiras. A baixa lisboeta vai ser o palco de uma manifestação convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, que espera ver milhares de trabalhadores a desfilar até ao Ministério das Finanças para protestarem contra o congelamento salarial.

Confrontado com o descontentamento dos funcionários públicos o governo, pela voz do secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, debitou a habitual kasset: compreende o descontentamento dos funcionários públicos relativamente ao congelamento salarial, mas lamentou que a Frente Comum tenha um discurso "passadista, retrógrado e conservador". Ou seja, aquilo que é moderno é os trabalhadores comerem e calarem.

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