A crise segundo as cabeças pensantes

O desemprego poderá ultrapassar os 10% em consequência da “uma quebra geral da actividade económi­ca”, segundo Ferreira do Amaral, au­tor do Estudo sobre a evolução re­cente e o futuro da economia portu­guesa.

Na realidade, o que se passa é que o desemprego já sofreu uma subida recorde, atingindo 2180 pessoas por dia. Nos últimos dois meses, mais de 53 mil pessoas ficaram desemprega­das e, em todo o país, os desempre­ga­dos são mais 18%. Em relação ao ano passado, há mais de setenta mil desempregados.

Pouco preocupado com os de­sempregados, José Miguel Júdice con­fessou ao Público a sua consternação com a situação dos capitalistas lusos: “O em­presariado português está entre nós a ser a principal vítima do que se passa no mundo sem ter contribuído para isso”.

E, numa das suas crónicas semanais na RTP, em Março, António Vitorino defen­deu que os sindicatos suavizem as suas posi­ções a fim de permitir a flexibilização do tra­balho, para gizar um acordo geral entre par­ceiros sociais e governo que chegue a um entendimento quanto à política futura de salários e rendimentos. O mesmo Vitori­no, ex-comissário europeu, ganha 5000 euros por cada reunião em que participa co­mo presidente da mesa da assembleia geral da Brisa. Que tal começar por si próprio?

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