Brasil. Moro perdeu o controle das delações

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«Por dois anos e meio, a Lava Jato deixava passar quando citado um daqueles nomes. Referências à corrupção na Petrobras do governo FHC estão há dois anos em vã gravação na Lava Jato. O que se passou agora está bem perceptivo: os procuradores da Lava Jato e Sergio Moro perderam o controle das delações»

 

Jornal GGN

Ao pedir que não deixemos que os vazamentos ou Lava Jato paralisem o país, Michel Temer esqueceu de que só estamos paralisados porque o país se move veloz para trás e para baixo. Os vazamentos arrefeceram bastante, já que sua função primordial era cumprir um papel sujo no afastamento de Dilma.

Quem o alerta é Janio de Freitas, em sua coluna de hoje na Folha, falando sobre o cenário atual. E ele é contundente: o país desmorona porque em sete meses o governo Temer não produziu uma só medida em contrário.

E Janio vai em cima do governo com o pacote anunciado, que é tão farsesco quanto o pacote da Previdência. E nenhuma medida salva este governo, pois não sabem sua função, mas que entendem (o governo) que o que os atrapalha é o fator vazamento, algo «ilegítimo» e cobrado do PGR para que resolva.

Janot até se adiantou para dizer que estava investigando, daí vem Gilmar Mendes e, ao contrário do que dizia de certos vazamentos contra Lula e Dilma, que o vazamento é criminoso. E o teatro não termina. Da Alemanha, onde foi escrachado em uma palestra sobre a Mani Pulitti brasileira, Sergio Moro fala dos vazamentos, avisando que atinge a todos, e não somente o PT, coisa séria.

«Geraldo Alckmim, José Serra, Geddel Vieira Lima, José Agripino e outros do time só apareceram porque citados espontaneamente em delações preliminares do pessoal da Odebrecht. Por dois anos e meio, a Lava Jato deixava passar quando citado um daqueles nomes. Referências à corrupção na Petrobras do governo FHC estão há dois anos em vã gravação na Lava Jato. O que se passou agora está bem perceptivo: os procuradores da Lava Jato e Sergio Moro perderam o controle das delações. Vêm daí os nomes inovadores e, ao menos em parte, o problema para a delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS. Também ele não cede a sugestões», diz o colunista.

Leia a coluna na íntegra. «Gente do governo»

 

 

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