14000 oliveiras destruídas pelos Israelitas em 2009

Um centro de pesquisa palestiniano, especializado em monitorizar violações israelitas, revelou que dirigentes da ocupação israelita destruíram 14000 oliveiras nos territórios palestinianos durante 2009. Estes assaltos incluíram o arranque de milhares de oliveiras em proveito da expansão dos colonatos israelitas, e a queima e corte de outros milhares pelos colonos.

Num relatório emitido depois da colheita de azeitona na Cisjordânia ocupada, o Land Research Centre disse que as autoridades queimaram e arrancaram cerca de 1455 oliveiras durante a época da colheita deste ano, e removeram pela força de água cerca de 7000 árvores, desde o princípio do ano com a finalidade de expandirem os colonatos, enquanto os colonos danificaram mais de 5500 outras árvores.
Os ataques israelitas concentraram-se nas regiões do norte da Cisjordânia. Em Nablus os ocupantes danificaram cerca de 6000 oliveiras; em Salfit quase 5720 árvores foram arrancadas; em Qalqilya cerca de 400 foram queimadas e arrancadas; em Hebron foram danificadas cerca de 1600; e em Belém, os ocupantes arrancaram outras 30 árvores.
O Centro disse que os dirigentes da ocupação e colonos não só lesaram a Árvore Bendita, mas também impediram os agricultores, que são os legítimos proprietários da terra, de terem acesso às oliveiras para colherem as azeitonas, porque lhes fecharam os portões; construíram o muro do apartheid para impedirem os agricultores de alcançarem a sua terra que fica por trás do muro; e abusam fisicamente dos agricultores palestinianos.
O Centro também mencionou que, no início da época da apanha da azeitona em 2009, foram distribuídos inúmeros panfletos dos colonatos na Cisjordânia, exigindo a destruição da colheita das azeitonas das terras vizinhas dos colonatos, e prontidão para impedir os Palestinianos de colherem as azeitonas. Os panfletos também exortavam ao confronto com activistas estrangeiros pela paz impedindo-os de ajudarem os Palestinianos e de tirarem fotografias; os mesmos panfletos encorajavam os Israelitas a roubarem as câmaras fotográficas dos activistas pela paz, e a roubarem azeitonas antes que os agricultores pudessem colhê-las.
O Centro esclareceu que o comportamento dos colonos se baseia em folhetos sionistas que está por detrás desta guerra destrutiva. O Rabino Murdakhai Elyaho autorizou os Israelitas a roubarem as azeitonas dos Palestinianos. Ele afirmou “ Autoriza-se a que se colham azeitonas das propriedades dos Palestinianos, porque eles cultivam estas azeitonas na nossa terra.” Acrescentou ainda que o Rabino Yusef Melmid, que é uma alta autoridade religiosa, deu uma fatwa (parecer) a legalizar a confiscação das culturas dos Palestinianos nos terrenos em que os Judeus são autorizados a confiscar propriedades palestinianas.
O Land Research Centre exprimiu a opinião que a agressão dos colonos israelitas às oliveiras na Palestina faz parte das políticas de limpeza étnica que visam erradicar os Palestinianos e tudo o que tem a ver com eles e com a sua vida, incluindo as suas árvores.
E por seu lado, o presidente do Land Research Centre em Hebron, Jamal Al Omla, afirmou que este relatório mostra as violações dos Israelitas e as mentiras de Benjamin Netanyahu e do seu governo, em relação ao congelamento dos colonatos.
Al Omla acrescentou que a presença dos colonos nos territórios ocupados é, em si e por si própria, uma violação, de uma dimensão e com efeitos de tal forma negativos que só provam que Israel está a adoptar uma política de facto para expulsar os Palestinianos da sua terra, substituindo-os por colonos israelitas.
Ele apelou à comunidade internacional a impor sanções a Israel obrigando-o a respeitar as resoluções internacionais. Afirmou também que o apoio de cosmética dos EUA e Europa à causa da criação de um Estado Palestiniano independente não é mais do que uma maneira de dar a Israel mais tempo para impor no terreno factos a seu favor.

Middle East Monitor

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