Publicado en: 6 diciembre, 2017

Brasil. Essa é uma Luta de Classe!

Por MPA - 247

Camponeses fazem greve de fome contra a Reforma (sic) da Previdência.”Passaremos fome por alguns dias para evitar que muitos passem fome a vida inteira”

Camponeses do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) iniciam hoje, 5 de dezembro, Greve de Fome na Câmara dos Deputados Federal em Brasília como forma de repúdio à Reforma da Previdência que assombra os trabalhadores do campo e da cidade, e que poderá ser votada a qualquer momento.

As recentes notícias da proposição do relator da Reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), de retirar os trabalhadores rurais da proposta encaminhada para votação é mentira e a não votação da reforma na Câmara do Deputados não desmobilizou os trabalhadores, diante disso o Movimento segue somando nas atividades da Frente Brasil Popular em todo o País. “Para o MPA a Greve de Fome significa que alguns passarão fome por alguns dias para evitar que muitos passem fome uma vida inteira”, afirma Bruno Pilon.

O MPA reafirma sua posição contrária a Reforma da Previdência, posição essa expressa por todas as organizações do campo e da cidade que de fato defendem os interesses da Classe Trabalhadora. “Nem a aparente retirada dos rurais da Reforma Previdenciária nos fará retroceder a luta, essa é uma Luta de Classe. Se nossos irmãos e irmãs urbanos serão atingidos também seremos, vamos nos manter firmes para barrar esses retrocessos”, aponta Pilon.

Os camponeses e camponesas que estão fazendo a Greve de Fome, Frei Sergio Görgen, Josi Costa e Leila Denise Meurer sabem do desafio que é imposto a privação de se alimentar, mas visto o nível de retirada de diretos que se encontra é uma das ações que estão dispostos a fazer para contribuir com a derrocada dessa Reforma, esse é um aviso prévio das ações que eles irão executar caso essa Reforma venha a ser votada.

O Movimento não aceita a manobra do governo golpista e assegura que irá cerrar fileiras junto com todos os companheiros e companheiras urbanos e rurais, junto com suas entidades de Classe para barrar esta votação e derrotar a reforma na Câmara do Deputados.

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MPA faz Greve de Fome na Capital Federal contra a Reforma da Previdência

Reforma da Previdência exclui os trabalhadores e trabalhadoras assalariados rurais e os agricultores familiares da cobertura previdenciária

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Temer acaba com a aposentadoria do assalariado rural

Reforma da Previdência exclui os trabalhadores e trabalhadoras assalariados rurais e os agricultores familiares da cobertura previdenciária

247

A proposta de Reforma da Previdência do governo Michel Temer exclui completamente os trabalhadores e trabalhadoras assalariados rurais e os agricultores familiares da cobertura previdenciária, diz a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Para a central sindical, as mudanças previstas praticamente selam o fim do sistema de proteção diferenciado aos trabalhadores rurais até então assegurado na Constituição Federal.

Se a nova proposta for aprovada, os trabalhadores rurais assalariados, que ingressam mais cedo no mercado de trabalho, enfrentam condições adversas no campo, muitas vezes insalubres e penosas, e convivem com o drama da alta informalidade, terão de contribuir, no mínimo, durante 15 anos e se aposentar aos 65 anos no caso dos homens e 62 anos, das mulheres, para receber 60% da média de todas as suas contribuições. As regras são iguais aos trabalhadores da iniciativa privada.

“Temer rouba dos pobres para dar aos ricos” afirma Antonio Lucas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar); Segundo ele, a proposta em tramitação “não dificulta o acesso dos rurais, mas exclui o assalariado rural do direito à aposentadoria”. “É bom lembrar que, no Brasil, os assalariados rurais são os trabalhadores que convivem com a realidade do trabalho análogo à escravidão, com a alta informalidade e ingressam mais cedo no mercado de trabalho”, diz Lucas

Estudo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Dieese e da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Anfip), confirmam as afirmações do dirigente: o trabalhador rural assalariado ingressa no mercado de trabalho antes dos 14 anos. Entre os homens, esse percentual é de 78%, e entre as mulheres, 70%. No meio urbano esses dados são de 46% e 34%, respectivamente.

Segundo o assessor técnico da Contar, Carlos Eduardo, 54% dos contratos de trabalho duram menos do que seis meses. “Se já é difícil o assalariado rural comprovar tempo de trabalho por causa da alta informalidade, imagina este mesmo trabalhador ter de se aposentar com 65 anos. Tem estado em que a expectativa de vida do trabalhador rural não chega a 60 anos”, comenta.

Conforme levantamento do Dieese com base nos dados do IBGE, a informalidade entre os trabalhadores rurais assalariados chega a 60%. Como a maior parte deles está na condição de informal, sem nenhuma proteção trabalhista, a média de contribuintes para a Previdência na categoria é de apenas 43,6%. Isso significa que, a cada 10 trabalhadores rurais, somente quatro contribuem. Se considerar apenas os informais, o número despenca: apenas 5,1% recolhem à Previdência.

O presidente da Contar, Antonio Lucas, destaca a propaganda enganosa do governo ao esclarecer que, ao manter inalterado apenas o artigo 195 da Constituição, só os agricultores familiares poderão se aposentar antes – aos 60 anos os homens e aos 55, as mulheres. Em contrapartida, o governo alterou a forma de contribuição dos agricultores, “o que também inviabilizará a aposentadorias dessa parcela de trabalhadores rurais”, afirma.

*Com informações da CUT

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https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/330581/CUT-Governo-Temer-acaba-com-a-aposentadoria-do-assalariado-rural.htm

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