Publicado en: 22 julio, 2018

Brasil. Eleições 2018. Guilherme Boulos candidato pelo PSOL

Por Revistaforum

Cúpula do partido também homologa o nome da líder indígena Sônia Guajajara para compor a chapa como candidata à vice-presidência

 O PSOL oficializa neste sábado (21) o nome de Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), como candidato à presidência da República para as eleições de 2018.

A chapa do partido terá como vice a líder indígena Sônia Guajajara. A decisão será homologada durante a convenção nacional, realizada em um hotel de São Paulo, que conta com 61 membros do Diretório Nacional, com direito a voto, além da presença de parlamentares, pré-candidatos aos governos estaduais, à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal e às assembleias legislativas, e de militantes do MTST, PCB e de organizações indígenas.

O evento foi dividido em dois períodos. A parte da manhã, para debater e votar o programa do PSOL para as eleições de 2018; e a parte da tarde, para homologar a coligação e a chapa presidencial, aprovada pela Conferência Eleitoral Nacional do PSOL, realizada em março de 2018.

Depois do ato político, o partido realizará, às 16h30, uma coletiva de imprensa, oportunidade em que o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, e os pré-candidatos Guilherme Boulos e Sônia Guajajara responderão perguntas e esclarecerão dúvidas.

Boulos: “A campanha será de enfrentamento”

Ungido candidato do PSOL à presidência da República, ele promete um plebiscito para revogar as reformas de Temer e a radicalização da democracia.

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Boulos e Sônia Guajajara obtiveram 87 votos na convenção do PSOL

Confirmado neste sábado 10 como candidato à presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos afirma que a campanha, assim como o programa de governo, será de “enfrentamento” e se disse disposto a colocar o dedo nas feridas dos problemas históricos do Brasil.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto cita a intenção de propor um plebiscito para revogar as reformas aprovadas no governo de Michel Temer, uma reforma tributária que cobre de quem pode pagar e deixe de estimular a desigualdade, uma regulação eficiente do setor financeiro e a radicalização da democracia.

Boulos afirma ainda que na sua campanha não terá medo de se contrapor à onda reacionária e combaterá sem tréguas candidaturas como a do deputado Jair Bolsonaro, segundo colocado nas pesquisas de opinião. “Nós queremos disputar o projeto de País. Não teremos uma candidatura apenas para demarcar espaço dentro da esquerda brasileira. Vamos apresentar uma alternativa real de projeto para o Brasil”.

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Apoiado pelas principais lideranças do partido e amparado por movimentos sociais, artistas e intelectuais, o coordenador do MTST teve uma vitória relativamente tranquila na conferência eleitoral do PSOL neste sábado 10. Obteve 87 votos, contra 27 de Plínio de Arruda Sampaio Filho e 7 de Nildo Ouriques. O quarto pré-candidato era Hamilton Assis.

Confirma-se o tamanho da dissidência psolista, 30%. Trata-se de uma ala incomodada com a relação afetiva entre Boulos e Lula e com o fato de que a legenda terá de dividir espaço com os movimentos sociais na formulação e na condução da campanha. O grupo inclui Luciana Genro, presidenciável em 2014.

Aos 35 anos, Boulos será o mais jovem candidato à presidência da República. Sua vice será a líder indígena Sônia Guajajara. “O momento é grave e urgente. É de transformação. Para nós, povos indígenas, estar participando desta conferência é estar inserido no processo de transformação do Brasil”, afirmou a parceira de chapa.

Guajajara acrescentou que os povos indígenas, que sempre estiveram na linha de frente da resistência, agora querem ocupar os espaços de decisão do País. “Nós resistimos ao mais brutal processo de expulsão de nossos povos. Sempre fizemos a luta contra o agronegócio, o capitalismo, as grandes pecuárias, a especulação imobiliária. E hoje ainda nos chamam de ‘invasores’

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